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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Em Cristo


Em Cristo
Emmanuel por Chico Xavier
Reformador (FEB) Maio 1954

Cristianismo será, sobretudo, nós em Cristo, tanto quanto o Cristo vive em nós.
A fim de alcançar, porém, essa fórmula de integração divina, para que o apostolado santificante da Boa Nova se estenda a toda a Terra, através de nossa fé renovadora, não basta a confissão exterior do nosso modo de crer.
É imprescindível nos ajustemos ao ideal, à ação, à conduta e à atitude do Mestre perante a vida, convertendo-nos, assim, em refletores de sua vontade misericordiosa e justa.
O Evangelho não ê um florilégio de afirmativas filosóficas, a caminho dos museus literários e, sim, roteiro vivo, que nos cabe observar, negando a nós mesmos, tomando a cruz de nossas responsabilidades individuais e seguindo ao encontro de nossa união com o Benfeitor Celeste.
Para isso, contudo, não nos compete indagar e sim obedecer.
Não desfrutamos, por enquanto, o direito de tudo compreender, no quadro de nossas presunções científicas, mas atingimos, por graça do Senhor, a oportunidade de servir em Seu Nome.
Nesse sentido, não vemos o Cristo, em sua gloriosa passagem no mundo, internado no labirinto das inquirições sem propósito, acerca da natureza divina, nem mergulhado na teorização quanto a esse ou àquele setor do incognoscível, mas em todos os instantes extremamente consagrado a Deus na pessoa das criaturas, exemplificando o imediatismo do bem, no reerguimento das almas, dando-nos, assim, a entender que a extensão do Reino do Céu à comunidade humana é serviço afeto à nossa própria responsabilidade de espíritos endividados à frente do mundo - milenária escola de nossas consciências - que tudo nos têm dado e que espera de nós a conjugação do verbo ressarcir.
Enquadrando-nos, desse modo, nos padrões de ordem moral que Jesus nos legou, abandonemos a pesada concha do "eu" que nos retém nas trevas do egoísmo esterilizante e avancemos na direção do Alto, alongando braços e corações, no culto da verdadeira fraternidade, para com o próximo mais próximo.
Desce a luz - para clarear as sombras.
Corre a fonte - para fertilizar a terra seca.
Amadurece o fruto - para alimentar.
Surge o remédio - para socorrer.
Brilha a sabedoria - para eliminar a ignorância.
Nasce o amor - para a desintegração do ódio.
Floresce, vitoriosa, a fé viva - para aquecer as almas enregeladas na indiferença.
O cristão igualmente é uma dádiva do Céu à Terra, para que a vida se faça melhor e mais digna de ser vivida.
Cristianismo, pois, sem atividade regeneradora dos aprendizes que o esposam, é pregação morta no túmulo adornado das bibliotecas sem proveito ou no cárcere da inteligência sem amor.
Compete-nos, portanto, avançar para a frente, centralizados em Jesus, em favor de nossa integral comunhão com Ele e a benefício da redenção total do mundo.
Nós em Cristo, para que o Cristo reine em nós.

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