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sábado, 7 de dezembro de 2013

'Uma ovelha em cem' (a palavra de Mateus)




Uma Ovelha em Cem                    

18,10   Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos! Porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam, sem cessar, a face  de  Meu  Pai  que  está  nos céus;

18,11   Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido. 

18,12   “- Que vos parece: Um homem possui cem ovelhas: Uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou? 

18,13    E, se a encontra, sente mais júbilo do que pelas noventa e nove que não se desgarraram.

18,14    Assim é a vontade de vosso Pai celeste: -Que não se perca um só destes pequeninos.”


          Para Mt (18,10), -Não desprezeis nenhum dos pequeninos -  encontramos a palavra   de   Emmanuel   por   Chico   Xavier   em  “Fonte Viva”:

            “Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e à vestimenta.

            Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados.
            É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação.

            Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a alma a lamentável abandono.

            A vadiagem na rua fabrica delinquentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que, em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas de século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre.

            Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos da natureza animalizada.

            Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre.

            O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer “que nem só de pão vive  o homem.”

            Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã.”



            Recorremos, mais uma vez, a Emmanuel, por Chico Xavier, em “Livro da Esperança” para  Mt (18,14), ‘Que nenhum desses pequeninos se perca... ‘

            Muito grande no mundo o cortejo das moléstias que infelicitam as criaturas, no entanto, maior é o fardo de inquietação que lhes pesa nos ombros.

            Onde haja sinal de presença humana, aí se amontoam os supliciados morais, lembrando legiões de sonâmbulos, fixados no sofrimento.

            Não apenas os que passeiam na rua a herança de lágrimas que trouxeram ao renascer... Esmagadora percentagem de aflitos carrega temerosos no refúgio doméstico que, levantado em louvor da alegria familiar, se transforma, não raro, em clausura flagelante. Daí procede o acervo dos desalentados que possuem tão somente a fria visão da névoa para o dia seguinte. São pessoas desacoroçoadas na luta pela aquisição de suprimento à exigências primárias; pais e mães transidos de pesar, diante de filhos que lhes desdouram a existência; mulheres traumatizadas em esforço de sacrifício; crianças e jovens desarvorados nos primeiros passos da vida; companheiros encanecidos em rijas experiências, atrelados à carga de labores caseiros, quando não acolhidos nos braços da caridade pública, de modo a não perturbarem o sono dos descendentes...

            Somemos semelhantes desgostos às tribulações dos que clamam por equilíbrio nas grades dos manicômios; dos que sonham liberdade na estreiteza do cárcere; dos que choram manietados em leitos de expiação e dos milhares de espíritos desencarnados, ainda em pesadelos indescritível, que comunicam à esfera física os rescaldos do próprio desespero, e verificaremos que a tristeza destrutiva é comparável à praga fluídica, prejudicando todos os flancos da evolução na Terra.
           
            Ponderando tudo isso, respeitemos a dor, mas plantemos a alegria e a esperança, onde nossa influência logre chegar.
           
            Falemos de otimismo, cultivemos serviço, ensinemos confiança e exercitemos serenidade.  Ninguém espera sejamos remédio a toda angústia e rio à toda sede, entretanto, à frente da sombra e da secura que atormentam os homens, cada um de nós pode ser a consolação do raio de luz e a bênção do copo d’água.”
   


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