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sexta-feira, 31 de maio de 2013

3c. 'Revelação dos Papas'

3c
‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)


Do Livro ‘Emissários da Luz e da Verdade’
Psicografias de Izaltino Barboza
(nome verdadeiro do médium que se assinou Abrahão Luz)
1ª Edição 1959
Editora Divino Mestre - Rio de Janeiro RJ



Vejamos:

          Jesus, no fim do seu sermão profético a respeito do fim do mundo, advertiu: - "E este Evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho, a todas as gentes, e então virá o fim."

          Efetivamente, nunca se registrou, em nosso mundo, tanta febre de evangelização como nos tempos atuais; pois sentindo que a hora se aproxima, as seitas e grupos religiosos, temerosos dos acontecimentos, apressam-se em difundir a Bíblia por todos os setores do mundo. Até a própria Igreja Católica, que divulgava, exclusivamente, o seu catecismo sui generis, agora, também ela já se decidiu a aconselhar a leitura do Livro Sagrado.

          Dizem as profecias, em síntese:- quando os pássaros de aço deitarem ovos de fogo e os homens do campo não puderem alcançar a cidade e os das cidades não puderem fugir para os campos...

          São os aviões que despejam bombas atômicas, incendiárias, nos campos e nas cidades inimigas, conforme já fizeram no ataque desencadeado sobre as cidades asiáticas de Nagasaki e Hiroshima, pois os seus habitantes, efetivamente, não tiveram tempo de fugir para os campos e os dos campos não conseguiram alcançar as cidades ante a violência e amplitude mortífera do terrível engenho.

          -quando os homens dominarem os ares e cruzarem o fundo dos mares...

          Os homens já dominam os ares até à estratosfera e os submarinos cruzam o fundo dos mares.

          -quando os mortos ressuscitarem...

          Na época atual, os mortos ressuscitam na figura de espíritos, materializando-se em sessões adequadas; fato, aliás, comprovado até por expoentes da nossa ciência, entre eles o grande físico William Crookes.
            E mortos - "ressuscitados" são igualmente, todos os espíritos que, - sem o corpo que tiveram na Terra, têm falado ao mundo, transmitindo mensagens como as desta obra e outras de valor incontestável, ditadas a Francisco Cândido Xavier, Pietro Ubaldi, Hercílio Maes e a outros médiuns.

          -quando estranhos sinais se fizerem no céu e fenômenos insólitos forem vistos da Terra...
         
          São os Discos Voadores já vistos por centenas de milhares de pessoas. E se a ciência ainda não reconheceu o fenômeno é porque o seu orgulho tira-lhe a coragem para enfrentar o ridículo das ‘maiorias'... ignorantes.  

          -quando crianças, moços e velhos tiverem visões e fizerem profecias...

          Na época que vivemos, as crianças, os jovens e os velhos, sob a ação de faculdades supernormais, têm visões; e ouvindo os espíritos, predizem acontecimentos.
            Este fato está sendo constatado em diversos países. São os astrólogos profetas; e a respeito de crianças que tiveram visões e profetizaram, destacamos, especialmente, as visões de Fátima (em Portugal), certificadas por três crianças e conhecidas em todo mundo;

            -quando os homens se dividirem em nome de Cristo...

          Na época atual, estão-se digladiando velhos pensamentos com os novos missionários que surgem em todos os quadrantes da Terra. As concepções de "universalismo" agitadas pelos novos, começam a demolir o secular "divisionismo" exclusivista das religiões ortodoxas. E as seitas religiosas, embora firmando-se nas mesmas fontes bíblicas, cada vez mais se separam e dividem em nome de Cristo.

          -quando a fome, a sede, a doença, a miséria...

            Quanto à fome, as estatísticas oficiais, que controlam o caso, afirmam que dois terços da humanidade estão passando fome; quanto à sede, as secas terríveis, que estão ocorrendo em diversas zonas do planeta, têm causado a fuga e a morte de centenas de milhares de retirantes; quanto à doença, moléstias estranhas, de etiologia desconhecida, estão surgindo em diversos lugares. E como decorrência de tais causas, a miséria está assolando as populações, especialmente as da Ásia.

          -quando as ossadas substituírem as populações das cidades...

            As ossadas substituindo as populações das cidades, foi quando estas, na última guerra, ficaram desertas, transformadas em campos de concentração e seus habitantes foram assassinados pela fúria da "besta humana".

          -quando irmãos de sangue se matarem...

            Nunca, como na época atual, houve, em toda parte, tantos crimes, os quais aumentam dia a dia, quer no que respeita a quantidade, como na "qualidade" ou espécie dos seus processos e horrores. A adolescência jamais forneceu tão grande número de delinquentes e criminosos. E os casos de morte entre elementos da própria família, são vulgares, pois trucidam-se esposos e esposas; agridem-se filhos e pais; matam-se, entre si, irmãos consanguíneos.

          -então, os “os tempos chegados” já chegaram!

          Por conseguinte, é evidente que o “fim do mundo ou juízo final”, a era da grande tribulação em que haverá ranger de dentes, é o período abrangido pelos quarenta anos que faltam para o ano 2000.

          Estamos, pois, no fim de mais um ciclo da evolução moral e física do nosso planeta. A situação, o ambiente da ordem social, política e econômica do mundo é simplesmente caótica. Seus governantes já se confessam impotentes para solucionar os problemas que se lhes apresentam, numa sequência vertiginosa de imprevistos dramáticos e complexos, que, dia a dia, aumentam a confusão no labirinto da sociedade, em todos os seus setores.

          Entre governantes e governados surgem choques de interesses, que degeneram em conflitos intermitentes, sem possível ajuste de ordem e paz definitivas.

          Eis por que os chefes das nações, responsáveis pelos destinos da humanidade, sentindo-se atordoados no meio de tão denso nevoeiro, já resolveram voltarem-se para o céu, em orações coletivas, fazendo apelos ao Senhor dos mundos para que os ajude e inspire como saírem do labirinto em que se encontram.

          Em face de tal situação, é caso para conjecturar: - Se Jesus, o Mensageiro Divino, voltasse à Terra, disposto a citar as causas da extrema decadência em que se encontra a humanidade em todos os seus aspectos; e se, enfim, Ele assumisse a função de juiz, talvez que a sua dor imensa desabafasse deste modo:

          “Ó almas, ó consciências que, durante vinte séculos, tivestes os destinos da Humanidade submetidos às diretrizes do vosso saber e do vosso domínio: que fizestes desse rebanho de ovelhas que vos confiei, pois vejo-o dividido e transformado em hordas de tigres, lobos e chacais?...

            “Sábios, filósofos e gênios criadores: - que filosofaste, que descobristes, se não conseguistes guiar e iluminar as consciências com a luz dos ideais superiores, que honram e santificam?

            "Papas, arcebispos, cônegos e sacerdotes de todas as religiões: - que doutrinas pregastes e exemplificastes, se não conseguistes converter o mundo aos preceitos da minha Igreja, cuia substância, cujo espírito é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos?

            "Estadistas, sociólogos e legisladores: - que leis promulgastes, que não estabeleceram na face da Terra a Justiça veneranda que julga o rico com o mesmo rigor que condena o humilde, o pobre, o desamparado?

            "Juízes, advogados e jurados: - como julgastes, absolvestes ou condenastes, que não recuperastes as consciências doentes ou transviadas? ..

            "Generais, almirantes e guerreiros que fizestes derramar rios de sangue: -- por que batalhastes, se não conseguistes estabelecer a paz entre os povos, nem entre vós próprios?...

            "Acadêmicos, professores, literatos e jornalistas: - que escrevestes e doutrinastes, se não fostes capazes de moldar a consciência da humanidade, no caminho do amor, da honra e da virtude?...
            "Sim: Ó almas, ó cérebros que tivestes os destinos do mundo em vossas mãos e a infância e a juventude de todas as gerações sujeitas às luzes do vosso saber e do vosso arbítrio: - que uso fizestes da vossa faculdade de meditar e expor; de aconselhar e convencer; de esclarecer e orientar? Se, afinal, tendo vós sido os expoentes da moral que ensina, e da força que governa, decorridos dois mil anos, me apresentais todos os povos, todas as nações prontas a deflagrarem a maior hecatombe de horror, sangue e morte como jamais se abateu na face da Terra, a qual, em verdade, é uma guerra também contra mim e contra o Pai que me enviou para vos dizer: amai-vos uns aos outros como irmãos; amai-vos como eu vos amo!

            "Ai de mim! ai de mim! pois, se há vinte séculos fui crucificado no Calvário uma só vez, agora, estou sendo crucificado todos os dias, no calvário de milhões de consciência e corações! Por isso, qual outro Jeremias às portas de Jerusalém, também eu vos lamento pela sorte, pelo ranger de dentes que vos aguarda!.."

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

3b. 'Revelação dos Papas'

Herodes

3b
‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)


Do Livro ‘Emissários da Luz e da Verdade’
Psicografias de Izaltino Barboza
(nome verdadeiro do médium que se assinou Abrahão Luz)
1ª Edição 1959
Editora Divino Mestre - Rio de Janeiro RJ


INTROITO

AS MENSAGENS DESTA OBRA
E A PALAVRA DAS PROFECIAS SÔBRE O "FIM DO MUNDO"

Do Blog: Em absoluto respeito aos originais, reproduzimos abaixo o texto de José Fuzeira. Registre-se porém que não pactamos com a corrente religiosa de fundamentação espírita e que nos permitimos denominar ‘fim-do-mundistas’.


         "E temos por mais firme a palavra profética, a qual fazeis bem em atender, como a uma candeia que alumia em lugar tenebroso até que venha o dia e o luzeiro desponte em vossos corações. Entendendo antes de tudo: - nenhuma profecia da Escritura é de origem humana. Porque em nenhum tempo foi dada a profecia pela vontade dos homens; mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." (S. Pedro, Epíst. 1 :19-21)


          Nas mensagens que constam desta obra ressalta, em quase todas, uma previsão categórica e insistente, anunciando estar prestes a explodir em nosso orbe uma pavorosa reforma ou hecatombe moral e física, de vasta amplitude, cujas consequências resultarão num mar de sangue e lágrimas como nunca houve; e que afogará os milhões de consciências satânicas, que, através dos séculos, têm sido os elementos responsáveis pelos desatinos de toda espécie, no campo social, político, econômico e religioso do nosso mundo; desatinos que já assumiram as proporções extremas de um conflito ou desafio lançado contra o próprio Deus, nosso Criador e Pai.

          Será um cataclismo em que até a própria natureza bruta, afogueada na sua massa telúrica pelas toxinas psico-magnéticas emitidas pela consciência da própria humanidade, explodirá em terremotos, vulcões e ciclones infernais capazes de modificarem a configuração geológica do. planeta conforme já ocorreu quando a Lemúria e a Atlântida foram condenadas a desaparecer. Porém, depois surgirão novos céus e nova Terra onde habitará a justiça.

          É que a Humanidade não pode continuar, por mais tempo, sonambulizada no meio de tão densas trevas. A lei é evoluir, é avançar; e nada impedirá essa marcha para a frente e para o Alto, pois a ascensão dos mundos obedece a desígnios invariáveis adstritos às leis de causa e efeito do Universo moral. As hecatombes que já se denunciam em ciclones e inundações arrasadores, são a Terra e o Céu, com seus potenciais psico-magnéticos, de vibrações antagônicas, em atritos medonhos para recompor o equilíbrio espiritual da consciência coletiva, de modo que a evolução moral da Humanidade seja acelerada até ficar paralela à sua evolução intelectual.

          Em sua profundidade, as guerras e cataclismos que se aproximam não se destinam só a matar corpos; - destinam-se, especialmente a "matar" consciências, a fim de que a paz e a fraternidade entre os povos não seja grampeada a papéis assinados pela mão da Cobiça, pela mão do Egoísmo ou do Pavor.

          A ginástica mental dos diplomatas não evitará o afundamento desta civilização metalizada e utilitarista, que luta por não morrer; porém, morrerá irremediavelmente conforme tem acontecido a outras já desaparecidas, e que também nasceram e tiveram a sua juventude, velhice e morte. A pedra já rolou do cimo das altas montanhas do Céu; e qual monstruoso aerólito rubente e flamejante, deslocado do seu centro de gravidade, vem cortando os espaços, em corrida furiosa, para, em ribombos de explosões terríveis, esmagar o cérebro desta humanidade impermeável aos conselhos amoráveis de Jesus. Sim! esmagar lhe o cérebro porque o seu coração ficou ressequido, transformando-se em um saco de moedas!

          É verdade que, em nenhum tempo, os governos estabeleceram tantos encontros para conseguirem firmar a paz mundial. Porém, a tal respeito, S. Paulo, numa das suas epístolas, adverte: "quando disserem paz e segurança, então, lhes sobrevirá, repentinamente, a destruição, como as dores de uma mulher que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão."

          Estão, pois, chegando as "dores de parto" que vão dar nascimento a uma nova Humanidade.

          A referida catástrofe, quanto aos seus efeitos ou resultados físicos e morais no mundo, será uma convulsão saneadora e profilática destinada a criar um novo estado mesológico que transforme o nosso orbe num habitat adequado a servir de morada a uma Humanidade mais decente e espiritualizada, que obedeça ao preceito áureo de cada um amar o próximo como a si mesmo estabelecido pelo seu Governador Espiritual, o Divino Jesus. E então, a Terra, em vez de ser um vale de lágrimas, será um paraíso, pois foi para esta finalidade que Deus criou esta ilha sideral, maravilhosa.

          O que deixamos anotado não são hipóteses. São realidades futuras, todas elas anunciadas nas profecias milenárias transmitidas ao mundo por missionários que Deus, em diversas épocas, tem enviado à Terra a fim de advertir as criaturas, os seus filhos, para que se convertam e obedeçam aos ditames da Sua Lei. Mesmo porque é a única que lhes proporciona, de modo absoluto, a felicidade que tanto desejam e buscam, mas que, no entanto, até hoje, ainda não conseguiram alcançar mediante o exclusivismo de seus códigos humanos.

          Quanto às previsões contidas nas profecias a respeito do "fim do mundo", destaca-se o que enuncia S. Pedro, em sua segunda epístola, que diz:

          "Mas virá o dia do Senhor como o ladrão, à noite, no qual passarão os céus com grande estrondo e os elementos, ardendo, se dissolverão; e a Terra e todas as obras que há nela, serão queimadas. Porém, segundo sua promessa, surgirão novos céus e nova Terra, nos quais habitará a justiça."

          Também o mesmo acontecimento é confirmado pelas profecias de Nostradamus, cujas previsões, em sua evidência de certeza e realismo, estão comprovados com fatos previstos nelas e que já se realizaram com absoluta fidelidade.

          Igualmente, a respeito do fim desta civilização, todas as mensagens desta obra lhe fazem referência; e em algumas delas, o fato está anotado ou referido com tintas fortes. E como prova disto citaremos os seguintes trechos:

          O profeta Isaías, na sua comunicação assevera:

          "Haveis de ver ainda o fogo queimar e reduzir a cinzas o que foi escrito com a intenção de ofender e ultrajar a Infinita Sabedoria. Presenciareis as multidões desvairadas, rugindo de indignação, despedaçarem os ídolos, destruírem os falsos templos. Os vossos pés pisarão muitos cadáveres, tingir-se-ão do sangue derramado no vosso caminho."

          Da comunicação de Moisés, anotamos:

          "Terminará em sangue, lágrimas e gemidos, depredações e massacres a vossa civilização."

          A mensagem de Salomão diz:

          "Os vossos dias na superfície deste planeta serão agitados por grandes comoções, abalados por muitas revoltas, crises, conflitos. Soou a hora do juízo final. Viveis com os pés sobre o braseiro imenso que há de queimá-los." A Terra vai sofrer grandes convulsões e calamidades. Está a Humanidade à beira do abismo que a vai devorar; está o homem prestes a ser destruído com as armas que ele mesmo preparou."

          Eliseu anuncia:

          "Vejo os campos abandonados, as montanhas e as florestas devastadas:"

          Além das previsões que deixamos anotadas, referidas nas mensagens desta obra, há a considerar ainda as que constam do Apocalipse recebido por João Evangelista, as quais todos os videntes indicam como realizáveis durante o período que resta até ao fim deste século. E como garantia absoluta de que a palavra de todos profetas bíblicos é digna de crédito, avulta a fiança, a confirmação, do próprio Jesus, pois Ele também disse:

          "Haveis de ouvir falar de guerras e rumores de guerras. Olhai, não vos assusteis, porque é necessário que assim aconteça, mas não é ainda o fim. Pois se levantará nação contra nação, reino contra reino e haverá fomes, pestes e terremotos em diversos lugares; porém, tudo isto é o princípio das dores."

          E ainda:

          "A colheita é o fim do mundo. Como, pois, o joio é colhido e queimada no fogo, assim será o fim do mundo: - O Filho do homem enviará os seus anjos, e ajuntarão do seu Reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade, e os lançarão à fornalha do fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão, como o sol, no Reino de seu Pai."

          Ora, a palavra de Jesus é Palavra de Deus. Tanto assim, que se cumpriram com absoluta fidelidade as profecias do Nazareno quanto ao arrasamento do templo de Jerusalém, a traição de Judas, a negação de Pedro e também os incidentes a respeito da sua morte, pois Jesus disse aos seus doze discípulos:

          "Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas; e condená-lo-ão à morte e entregá-lo-ão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado; mas         ao terceiro dia ressurgirá." (S. Mateus, 20:17-19).

          Por conseguinte, os fatos que Jesus anuncia sobre o "juízo-final" também se cumprirão implacavelmente. No entanto, convém esclarecer: - as profecias são baseadas em fatos já previstos, de modo infalível, pela visão absoluta da Onisciência Divina, pois os profetas não criam acontecimentos. Eles são apenas uma espécie de "microfones" utilizados por Deus para anunciar fatos que vão realizar-se no futuro, porquanto, para Deus, tudo está presente. O futuro não existe.

          Porém, o "fim do mundo" profetizado, quanto ao seu realismo exato, não quer dizer que tenha fim o mundo físico, em todo o seu conjunto; mas, com certeza será o fim da humanidade anticristã.

          Quanto à época em que terá lugar esse "juízo final", todos os profetas e astrólogos são unânimes em afirmar que os tempos chegados são os da época em que nos encontramos. E segundo anota Ramatis (nas suas "Mensagem do Astral"), "o faro psico mental dos habitantes do nosso mundo já pressente estarem próximos, acontecimentos graves, de amplitude mundial e de consequências catastróficas para toda humanidade." E como indícios positivos de que a época atual é, justamente, a dos tempos chegados, já existem "sinais" denunciadores, que são prenúncio evidente de que esses "tempos" já chegaram, As provas objetivas do que fica afirmado são apontadas também por Ramatis, na mesma obra, e vamos pô-Ias em ordem paralela com a palavra das profecias, a fim de que a sua concordância seja constatada facilmente por todos os leitores.


3a. 'Revelação dos Papas'




3ª

‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)


Do Livro ‘Emissários da Luz e da Verdade’
Psicografias de Izaltino Barboza
(nome verdadeiro do médium que se assinou Abrahão Luz)
1ª Edição 1959
Editora Divino Mestre - Rio de Janeiro RJ

ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS

            O presente volume é parte de uma obra mediúnica que, sob o título "Revelação dos Papas" já teve duas edições. Uma em 1921 (apesar desta afirmação dos ‘Editores’ as edições que o Blog tem em mãos são de 1918 e 1936) outra em 1936; porém, ambas, de tiragem diminuta.

            O médium que recebeu as mensagens que compõem a dita obra adotou o pseudônimo Abrahão Luz, pois o seu nome verdadeiro era Izaltino Barbosa; e já desencarnou.

            Foi um modesto funcionário do Liceu de Artes e Ofícios. Homem virtuoso, de caráter simples e humilde, tinha um amigo em cada um dos que o conheciam.

            Sincero adepto da filosofia espírita, revelou-se nele a faculdade mediúnica de psicografar mensagens dadas pelos espíritos desencarnados, através da escrita "mecânica", a qual consiste em a mão do médium ser utilizada pelo espírito comunicante, como um instrumento passivo ou seja, sem que a mente do intermediário interfira ou coopere no que ele está escrevendo.

            Então, um dia, foi avisado de que iria receber diversas comunicações que lhe seriam transmitidas por entidades do plano astral, as quais, em uma das suas existências, na Terra, haviam exercido a função de papas ou chefes da Igreja que se inculca representante direta de Jesus e que aponta São Pedro, o apóstolo, como tendo sido o seu primeiro dignatário.

            O espírito que, do plano invisível, dirigia as sessões, disse-lhe também que as referidas comunicações se destinavam a serem publicadas em livro, o qual deveria ter como título, "Revelação dos Papas". Izaltino Barbosa foi também informado de que, além das comunicações dos ex papas, ele receberia muitas outras, assinadas por espíritos que, em nosso mundo, exerceram missão diferente, mas, também, de grande projeção e que as mesmas constituiriam um segundo capítulo, sob a legenda "Série Luminosa".

            Izaltino, antes de desencarnar doou à União Espírita Suburbana os originais de todos os comunicados que houvera recebido. E a mesma lançou duas pequenas edições, ambas de um só volume, com o título "Revelação dos Papas". Porém, agora, de acordo com a dita instituição, ficou resolvido que a obra deveria ser dividida em dois volumes; e que, sob o título "Revelação dos Papas" deveriam ser agrupadas somente as comunicações transmitidas pelos espíritos, que exerceram a função de pontífices ou chefes da Igreja católica. E com as da "série luminosa", formar outro volume, dando-lhe o nome de "Emissários da Luz e da Verdade", que é, justamente, este. (Do Blog: existem exemplares deste livro em sites de venda de livros).

            As mensagens que constam desta obra foram coordenadas ou postas em ordem cronológica, aditando-lhes alguns esclarecimentos, a respeito dos seus autores, Quando dizemos ordem cronológica, não aludimos a datas exatas, pois quanto às comunicações dadas por personagens que estão referidos no Velho. Testamento, a Bíblia não fixa esses detalhes. O que fizemos foi atender à sequência das épocas quanto à presença de tais entidades em nosso mundo.

            O volume "Revelação dos Papas" será publicado mais tarde, porque, cada uma das suas comunicações será acompanhada de uma síntese biográfica do espírito comunicante quando ele desempenhou o mandato de papa. E este suplemento exige uma série de investigações a serem colhidas em diversas obras, nas bibliotecas. Sendo, pois, necessário um certo prazo indispensável para organizar essa compilação. (Do Blog: não encontramos nenhuma indicação que nos garanta que este trabalho tenha sido concluído e publicado).

            Como satisfação aos leitores que conhecem a dita "Revelação dos Papas", devemos esclarecer: - Em algumas mensagens da referida obra há capítulos um tanto prolixos contendo repetições do que já está dito antes. Assim, para atendermos a um critério de síntese, tornou-se indispensável excluir certos trechos em algumas mensagens (Do Blog: face as alterações aqui anunciadas, optamos por dar divulgação à versão de 1918 e não aquela sob título “Emissários da Luz e da Verdade”. Dela, aproveitaremos apenas os informes adicionais); porém, tais "omissões" não afetam o sentido do texto. Ao contrário, além de facultarem mais perfeita assimilação, evita que a obra se torne demasiado extensa, e sem nenhuma vantagem,

            Aliás, a prolixidade que referimos tem a seguinte causa: - a mediunidade psicógrafa, de caráter "mecânico", em certas circunstâncias, exige que o espírito comunicante retrate a imagem-ideia expondo-a em diversas poses de expressão, no intuito de que, depois, seja possível separar a melhor, de forma que a "roupagem" da palavra dê maior relevo e pureza ao sentido do texto. Ora, quanto a esta seleção, o médium não teve oportunidade de fazê-la.

            Todas as comunicações vão precedidas de informes a respeito das características dos espíritos que se apresentam, como sejam, as suas feições, a sua indumentária e também os aspectos fulgentes da sua auréola ou irradiação que os circunda.

            Estes detalhes foram obtidos mediante a cooperação de uma dedicada irmã, possuidora da faculdade de vidência psíquica, e que estava presente em todas reuniões.              
Os Editores



2b. Revelação dos Papas


2b

‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)

- Comunicações d’Além Túmulo -


Publicada sob os auspícios da
União Espírita Suburbana
Rua Dias da Cruz 177, Méier


Palavras dirigidas a Jesus

        
        Eis a tua obra, Senhor! Ela aqui está para que os meus irmãos da Terra vejam até onde chegam o teu poder e a tua misericórdia!

          Penso ter cumprido à risca o meu dever. Se, porém, não correspondi à confiança em mim depositada por ti e por teu Pai, perdoa-me, Senhor!

          Que este livro seja sobre a Terra o reflexo perene da tua imensa e incomparável bondade e da infinita sabedoria e do infinito amor do teu Pai.

          Glória a Deus nas alturas! Louvado seja Jesus!

          Espírito Diretor dos Trabalhos.


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... se esse desígnio, ou essa obra, é de homens, se desfará.
Mas se é de Deus, não podereis desfazê-la;
para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.”

Gamaliel  Bib. Act. cap. 5,6 ver. 38 e 39



2a. 'Revelação dos Papas'




2
‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)

- Comunicações d’Além Túmulo -


Publicada sob os auspícios da
União Espírita Suburbana
Rua Dias da Cruz 177, Méier


Explicação

          Dominados pelo ardente desejo de entrar no conhecimento exato da verdade e, ao mesmo tempo, desenvolver e aperfeiçoar as nossas faculdades como médium psicográfico, intuitivo-mecânico, que somos, prosseguíamos, no decorrer do ano 1915, nos nossos estudos espiríticos, quando fomos agradavelmente surpreendidos com o surto da vidência da nossa irmã M.G., que se revelou possuidora de poderosa e brilhante faculdade mediúnica, logrando, desde então, ver simultaneamente os mundos material e espiritual.

          A nossa irmã, criatura simples, desprovida de todo e qualquer preparo intelectual, tendo apenas o conhecimento das coisas triviais e comuns, concernentes à vida material e doméstica, começou, dentro em pouco tempo, a ver não só os espíritos inferiores e medianos, mas também os que habitavam os planos elevados, os chamados espíritos de luz, com os quais confabulava diretamente, recebendo desses luminosos personagens conselhos, avisos  e instruções, que  a orientavam sobre a maneira pela qual devia ela se conduzir no desempenho da tarefa decorrente da sua nova condição de intermediária dos vivos e dos mortos.

          Católica fervorosa e praticante, a nossa vidente, conquanto não mostrasse nenhuma repugnância pelo Espiritismo, ignorava, todavia, os princípios básicos e fundamentais desta doutrina, razão por que não raras vezes se sentia seriamente embaraçada para compreender e decifrar os símbolos de que se revestiam certos espíritos, que a ela se mostravam, e os quadros, as cenas e as alegorias constantemente desenroladas diante dos seus olhos, ainda pouco afeitos à contemplação das coisas espirituais, da sua visão não aparelhada para devassar as belezas e os esplendores da epopeia de luz que é o viver dos eleitos bem- aventurados.

          Recorria ela frequentemente às nossas fracas luzes, ao minguado ou quase nulo cabedal dos nossos conhecimentos, pedindo-nos explicação acerca do que via, solicitando esclarecimentos sobre os comoventes espetáculos, as risonhas e fagueiras perspectivas e os emocionantes panoramas que vinham, dia a dia, se antolhando às suas vistas, deixando-a extasiada e perplexa ante a grandeza infinita da obra do Criador.

          De acordo com as limitadas noções que possuímos sobre a mediunidade e os fenômenos espiríticos, fomos instruindo a nossa vidente de modo que, decorridos alguns meses, achou-se ela em condições de poder interpretar melhor o que observava e, com maior precisão e nitidez, descrever-nos as suas encantadoras visões, as sublimes aparições dos espíritos radiantes, os gloriosos mensageiros do Senhor.

          Fomos, um dia, informados pela nossa dedicada companheira de trabalho de que alguns espíritos manifestavam desejo de se comunicarem com a Terra por nosso intermédio, para dar conhecimento aos homens de um fato importante, assunto que devia interessar-nos, a nós e a toda a humanidade. Prontificamo-nos a ouvir o que queriam dizer esses espíritos, que tão interessados se mostravam em nos dar as suas comunicações.

          Sempre auxiliados pela vidente, que ao nosso lado observava o que em torno de nós se passava, descrevendo minuciosamente os sinais característicos dos seres invisíveis que vinham ditar as suas mensagens, tivemos a rara felicidade de entrar em comunicação com um espírito que declarou ter sido nosso amigo e colega em várias encarnações que tivemos neste planeta, vivendo em outro país, onde juntos exercemos a mesma profissão, abraçando, com grande entusiasmo, a mesma arte. O estranho visitante entre outras coisas de que nos fez sabedores, preveniu-nos que seríamos incumbidos de receber e divulgar um certo número de comunicações do Além, que muito haviam de concorrer para a vitória do Espiritismo, recomendando-nos ao mesmo temo, o simpático habitante do espaço infinito, que não nos orgulhássemos por esse motivo e sim rendêssemos graça a Deus, que por tal modo nos proporcionava ensejo para resgatarmos os nosso erros e faltas cometidas em existências anteriores.

          Embora crentes e convencidos da realidade do Espiritismo, é de justiça declaramos aqui, com toda a lealdade e a franqueza que nos caracteriza, que, não obstante termos podido comprovar a identidade do espírito portador do interessante aviso, não demos credito às suas palavras, por não nos considerarmos à altura de tão elevada quão honrosa tarefa, guardando, por esta razão, durante quase dois anos, a maior sigilo sobre o que conosco se passara.

          Decorridos que foram uns sessenta dias, mais ou menos, onde aquele aviso, começamos a receber, sempre com o concurso da vidente, comunicações firmadas pelos espíritos dos diversos papas que constam desta obra.

          E, como estranhássemos o fato da presença de tantos espíritos de pontífices romanos em nossa casa, obtivemos do Diretor Espiritual das nossas sessões, que por ordem superior, se realizavam nos dias 1 e 15 de cada mês, a explicação do curioso conhecimento. Disse-nos o nosso bondoso Guia que estávamos recebendo comunicações destinadas a formar uma obra que se denominava “Revelação dos Papas” e cujo plano fora delineado pelos próprios espíritos interessados, em reunião efetuada no Espaço, tendo ficando resolvido entre eles dirigirem um pedido coletivo a Deus e a Jesus para que lhes fosse concedida a graça de virem os referidos espíritos ao mundo para apagar os vestígios dos erros e crimes que praticaram durante a existência na terrena na qual, do alto da cadeira chamada de S. Pedro, governaram a cristandade. Escrevendo essas mensagens, acrescentou o nosso amado Diretor, os papas desencarnados teriam em vista dar, publicamente, provas de humildade e submissão à vontade de Deus e também de agradecimento pelos grandes benefícios e extraordinárias graças por eles recebidos do Criador Supremo de Todas as Coisas, que, solicita e carinhosamente, atendeu ao apelo a Ele dirigido, permitindo a essas almas culpadas baixarem à Terra para destruir os males que semearam entre os homens, falseando os sagrados princípios da doutrina de Jesus, em cujo nome estavam agora autorizados a falar. E ainda mais: que a confecção dessa obra — que teria por fim não só defender e afirmar a verdade deturpada aqui na Terra, mas também restabelecer em toda a sua pureza, os ensinamentos de Jesus, que os homens por ambição, orgulho, vaidade e fraqueza adulteraram – seria levada a efeito por ordem superior e compor-se-ia de dois a três volumes.

          Tendo nós, com o devido acatamento, ponderado ao preclaro Guia que, sem querermos fazer censura a quem não pode ser censurado, pedíamos, entretanto, licença para considerar infeliz a escolha da nossa humilde e obscura pessoa para tão nobre cometimento, que por nos faltarem os predicados e as virtudes imprescindíveis a quem toma sobre os ombros tão digna e santa tarefa, quer pelo fato de sermos muito pobres, lutando com grandes dificuldades para mantermo-nos, a nós e a nossa família, não dispondo, por conseguinte, dos recursos pecuniários suficientes para custear a impressão de uma obra que no atual momento exigia avultada soma - ouvimos daquele eminente Espírito a afirmação categórica de que na ocasião oportuna os recursos chegariam as nossas mãos, não devendo, pois, preocupar-nos a questão material, por já estar tudo previsto e dadas, nesse sentido, as providências necessárias.

          No correr das sessões, que, como ficou dito, tinham lugar de quinze em quinze dias, sendo nós, em companhia da nossa irmã, a vidente, os únicos que nela tomavam parte, recebemos outro esclarecimento fornecido pelo Diretor dos nossos trabalhos, o qual nos fez saber que seriamos depositários das mensagens dos espíritos papas que no momento pudessem se comunicar com a Terra, deixando, porém, de comparecer os que estivessem encarnados ou no cumprimento de missões importantes das quais não lhes fosse permitido afastar-se; e que, além das comunicações dos bispos de Roma, receberíamos também as de muitos espíritos de luz, formando estas últimas epístolas um novo e brilhante conjunto a que seria dado o título de “Série Luminosa”, apenso à “Revelação dos Papas”.

          Instruções muito rigorosas nos foram dadas sobre o modo pelo qual devíamos nos conduzir durante as sessões, lembrando os espíritos a recomendação, anteriormente feita, de que fossemos os únicos a tomar parte nos trabalhos. Achando, porém, demasiado severa a restrição imposta, fizemos sentir ao Guia que assim procedendo, isto é, instalando-nos completamente, poderíamos ser, mais tarde, acoimados de falsários ou mistificadores, vindo indicar sobre nós a acusação de termos inventado o que se contém nestes livros. Respondeu-nos o venerando Diretor Espiritual que os trabalhos eram de natureza muito delicada, sendo, portanto, de mister para o bom êxito da nossa tarefa, trabalharmos num ambiente harmonioso, o mais homogêneo possível, o que se não poderia obter reunindo muitas pessoas. E, para evitar acusações futuras, aconselhou-nos a adoção da seguinte praxe: sempre que pessoas dignas respeitáveis e merecedoras do nosso apreço e da nossa consideração e cuja índole e intuitos fossem por nós conhecidos, manifestassem desejo de tomar parte nos nossos trabalhos as admitíssemos e, quando se tornasse necessário, apelássemos para elas, invocando o seu testemunho em favor da verdade. Foi assim que por diversas vezes estiveram presentes às nossas reuniões algumas distintas senhoras e ilustres cavalheiros, que nos viram receber muitas das comunicações de que se compõe a “Revelação dos Papas” e aí estão prontas para testemunhar o que presenciaram.

          Nos dias destinados às nossas sessões, reuníamo-nos ignorando por completo quais os espíritos que se comunicariam conosco e os assuntos de que tratariam nas suas mensagens. O nosso Diretor, ao inaugurar os trabalhos, dizia-nos somente: “vocês vão receber três espíritos luminosos, que lhes darão comunicações interessantes, contendo grandes ensinamentos, cheias de luz e sabedoria, etc.”; e nada mais.

          Os espíritos dos papas e bem assim os que fazem parte da “Série Luminosa” apresentavam-se espontaneamente, sem ser invocados. Ao aproximar-se a hora da reunião, começavam esses seres impalpáveis a aparecer à nossa vidente, com quem trocavam ideias, ordenando-lhe que anunciasse a sua presença entre nós. Às vezes, os estranhos visitantes iam, dias antes, surpreender a nossa irmã na sua própria residência, nos momentos em que se achava ela entregue aos seus afazeres de dona de casa, para avisá-la de que na primeira sessão que efetuássemos, receberíamos as suas visitas.

          Quando iniciamos a nossa humilde tarefa, recebíamos três mensagens em cada sessão, sendo de dez minutos o intervalo entre uma e outra comunicação.

          Fomos levados a esse trabalho extenuante por ter o nosso Guia declarado haver urgência no recebimento dessas missivas dos papas e demais espíritos que colaboraram nesta “Revelação”. Com o andar dos tempos, porém, a fadiga nos obrigou a não mais receber três e sim duas epístolas em cada reunião.

          Pelo que acabamos de expor, o leitor verificará que não solicitamos a graça de ser intermediário dos espíritos autores das luminosas comunicações constantes dos três volumes da “Revelação dos Papas” e que jamais nos passou pela mente a ideia de combater religiões, mesmo porque, naquela época, a nossa vida material era rude e penosa e não tínhamos tempo para pensar noutra coisa que não fosse as responsabilidades e os compromissos que então pesavam sobre nós.

          Não procuramos a espinhosa tarefa de que começamos agora a desobrigar-nos, ao contrário, ela veio ao nosso encontro, fomos chamados ao cumprimento deste dever, apelaram para a nossa boa vontade, exigiram mesmo que aceitássemos a delicada incumbência que nos foi oferecida e, para que não nos esquivássemos sob qualquer pretexto, num dos nossos momentos de vacilação, colocaram na nossa frente o querido espírito daquela que foi a autora dos nossos dias na Terra, para pedir-nos que assumíssemos com prazer esse compromisso, que cessará de todo para nós no dia em que dermos publicidade ao último volume desta obra.

          Não temos, portanto, outro escopo a não ser dar cumprimento à ordem recebida, sentindo, ao mesmo tempo, a satisfação que experimenta todo aquele que conclui um trabalho, levando ao termo uma tarefa, uma empresa difícil em que estiveram empenhados a sua palavra, a sua honra e a sua dignidade.

          Bem sabemos que a incredulidade orgulhosa e presumida, o sectarismo interessado, o fanatismo inconsciente e impiedoso de par com a ignorância audaciosa e petulante, em suma, todos os elementos reacionários e retrógrados e empenhados na luta inglória contra o progresso, que, a despeito de todas as guerras e oposições, se vai realizando no seio da humanidade, procurarão negar a pureza das nossas intenções recebendo, colecionando e publicando estas mensagens. Acima, porém das opiniões e juízos que possam formar os que se sentirem feridos nos seus interesses com a publicação destes livros, está a nossa consciência, que serena e tranquila apresentamos aqui, diante de Deus e de Jesus – os dois grandes fiadores do que viemos afirmando no correr desta ligeira exposição que fazemos.

          Crentes sinceros, que somos, e conhecedores das leis morais que regem os nossos destinos e as nossas ações; possuindo noção exata e segura do rigor e da inflexibilidade com que a Justiça Divina pune os que a desrespeitam e violam, mentindo, mistificando, recorrendo a embustes e falsidades para ludibriar as consciências dos homens - apelamos para essa mesma Justiça, pedindo-lhe que seja impiedosa e inexorável, cruel mesmo, para conosco, se porventura, visando interesse de qualquer ordem, procuramos enganar os nossos irmãos.

          Aqui ficamos, pois, à espera da condenação, se fizermos jus a ela, ou da absolvição, se Deus, na sua infinita sabedoria, nos julgar isentos de culpa.


Rio de Janeiro, 20 de junho de 1919.

Abrahão Luz


quarta-feira, 29 de maio de 2013

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            O Reformador (FEB) - Novembro 1948 -  publica foto do papa Pio XII em visita ao Brasil. Abaixo da foto, um texto de discurso realizado em Porto Alegre, em 1º de Novembro de 1948, por ocasião do V Congresso Eucarístico Nacional:

            “Ali vereis crescer e iluminar-se cada vez mais a vossa fé, e com ela distinguireis a verdadeira espiritualidade que eleva e endeusa a alma das falsas miragens de espiritismos fantásticos que a degradam na fraude e na mentira.” 

               Aguardemos o papa Francisco. Será que cerca de 65 anos após ele vai repetir a cantilena?


1. Revelação dos Papas


1
‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)

- Comunicações d’Além Túmulo -


Publicada sob os auspícios da
União Espírita Suburbana
Rua Dias da Cruz 177, Méier

Officinas Graphicas d’A Noite
Rua do Carmo, 29
1918
                                                                          
                                                                  Declaração

          Na qualidade de presidente da União Espírita Suburbana e redator-chefe da “Aurora”, seu órgão, nos encarregamos de auxiliar a publicação desta obra, prestando assim o nosso modesto contingente à difusão da verdade que ela contém, não com o intuito de gozar glórias que não merecemos, mas com o desejo sincero de ofertar aos nossos irmãos que ainda vivem enganados pelas crenças do passado – que desejam perpetuar-se no futuro, a prova da ilusão dos seus espíritos e, à luz da revelação que ela contém, o paralelo entre o que é do homem e o que é de Deus.

          As comunicações de que esta obra se compõe se acham divididas em dois campos opostos: o da Luz que parte dos mensageiros do Cristo ensinando a estrada que a ele conduz, o da treva que é produto das paixões humanas, e gera a dor, a lágrima, o remorso e a sincera confissão do arrependimento.

          Que a sua leitura seja proveitosa a quantos sobre as suas páginas demorarem a atenção, e estarão compensando os nossos sacrifícios.

Julho - 1919

I.  Bittencourt


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Os Autores do Novo Testamento


Os Autores do Novo Testamento

Reformador (FEB) Maio 1964

O Antigo Testamento foi composto em cerca de mil e seiscentos anos, por homens de muitas gerações; mas o Novo foi escrito em menos de meio século, por oito judeus, todos contemporâneos de Jesus.

Servindo-nos de diversas fontes, mas mui especialmente dos comentários do Cônego Delaunay, que nos inspira muita confiança, vamos resumir aqui alguns dados sobre os oito escritores que produziram o livro mais importante de toda a Humanidade. Depois de 1900 anos esse livro está com toda a atualidade; é estudado com fervor e promove profundas transformações na vida social até dos ateus que não creem nele, mas são levados pelos acontecimentos e pela intuição a preconizar lhe a moral.

Ao comemorarmos o Primeiro Centenário de "O Evangelho segundo o Espiritismo"  (estávamos em 1964...) , parece-nos justo recordar os santos homens que nos deram os primeiros escritos de que se serviu Allan Kardec para preparar esse novo monumento da literatura cristã.

MATEUS - Chamava-se Levi, era coletor de impostos e estava na coletoria quando Jesus o chamou para seu apostolado. Escreveu seu livro na língua popular da Palestina daquele tempo, quando já não se falava o hebraico, mas sim uma mistura de siríaco e caldaico, que era então a língua popular dos judeus residentes na pátria. Seu livro foi o primeiro sobre a vida de Jesus e sua doutrina; e serviu de fonte a todos os outros. Mateus ocupa o primeiro lugar no Novo Testamento.

MARCOS - Era discípulo de Simão Pedro, que lhe aprovou o livro. Teria escrito o livro em Roma, em língua grega, que era a língua internacional daquele tempo. Foi enviado ao Egito por Simão Pedro. Era judeu, da descendência de Aarão. Não é aquele primo de Barnabé, de igual nome, a quem se refere Lucas em "Atos dos Apóstolos".

LUCAS - Era médico, nascido em Antioquia, metrópole da Síria. Escreveu, o terceiro Evangelho no ano 19 depois do sacrifício de Jesus, ou seja, no ano 52 de nossa era. Mais tarde escreveu o livro sobre os "Atos dos Apóstolos", que abrange a história dos primeiros trinta anos do Cristianismo.

Foi devotado companheiro de Paulo de Tarso na pregação do Evangelho aos gentios, viveu 84 anos e foi martirizado.

JOÃO - O inspirado e poético autor do quarto Evangelho era pescador, filho de Zebedeu e Salomé, e irmão de Tiago. Era chamado o discípulo amado de Jesus, pelas suas virtudes e inocência. Jesus lhe confiou a guarda de Maria, que a tomasse como sua própria mãe, o que ele fez com todo o carinho e respeito.  

Escreveu seu belo poema evangélico, a que Bittencourt Sampaio deu o nome de "Divina Epopeia", três epístolas e finalmente, no ano 96 de nossa era, recebeu mediunicamente o Apocalipse, repleto de profecias irreveladas até hoje. Viveu cem anos e morreu em Éfeso.

PAULO - Chamava-se Saulo; nasceu em Tarso, filho de pais abastados. Teve primorosa instrução e educação religiosa. Era Doutor da Lei e membro do mais alto tribunal da raça. Como orgulhoso e ambicioso fariseu, na mocidade, fez-se chefe da perseguição ao Cristianismo nascente e cometeu as mais cruéis violências contra os cristãos indefesos; mas Jesus lhe apareceu em plena luz do Sol, na estrada de Damasco, repreendeu-o e lhe tirou a vista. Cego, vencido, foi conduzido para a cidade, onde permaneceu três dias e três noites em lágrimas, cego e abandonado. Finalmente Jesus mandou que Ananias lhe restituísse a, vista e lhe desse instruções sobre sua missão cristã.

Aquele gigante de energia e fé religiosa errada se transformou e tornou-se o mais bravo combatente pelo Evangelho, sofrendo com humildade, sem murmurar, tudo o que a outros fizera sofrer durante a perseguição, em cujas malhas era ele mesmo agora colhido. Paulo realizou numa só encarnação transformações que outros só realizam - e quando realizam! - em milênios de esforços.

Escreveu 14 epístolas, algumas muito longas, dando ensinamentos aos cristãos. Essas epístolas, até hoje muito estudadas, ocupam mais de 1/3 do volume do Novo Testamento. Morreu decapitado em Roma por ordem de Nero. Sobre sua impressionante figura Emmanuel nos deu um livro primoroso, de 553 páginas, com o título "Paulo e Estêvão". Existe hoje no mundo uma rica biblioteca sobre esse gigante espiritual.

TIAGO - Era filho de Zebedeu e Salomé, Irmão de João Evangelista; pescador da Galileia e discípulo de Jesus. Escreveu uma epístola. Foi sacrificado em Jerusalém.

PEDRO - Chamava-se Simão Barjonas; era inculto pescador, e tornou-se o mais fervoroso e inteligente discípulo de Jesus, chefe dos Apóstolos, Espírito de elevadíssima esfera. Escreveu duas preciosas missivas, em cuja redação parece que foi auxiliado por Marcos e outro secretário.  

JUDAS TADEU - Galileu, apóstolo de Jesus, só escreveu uma epístola, por volta do ano 65. Sua míssíva é uma espécie de confirmação da segunda de Pedro, cujo estilo imita.

São esses os Autores do livro eterno que é lido e meditado em todas as línguas do Planeta. Foram todos contemporâneos de Jesus.


Lincóia Araucano (Ismael Gomes Braga)