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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

34b. "O Protestantismo e o Espiritismo" por Benedito A. da Fonseca


34b
“O Protestantismo
e o Espiritismo”
                                                                                                                                         
por  Benedito A. da Fonseca
 Livraria Editora da Federação Espírita Brasileira
1941


            Pensemos por um momento que estamos vivendo os tempos em que foram decretadas aquelas leis do Levítico, Êxodo e Deuteronômio, cerca de 1707 anos antes da era cristã. Olhemos aqueles terrenos cobertos de matas virgens, aquelas montanhas e vales! Aquelas cidades antigas, distantes milhares de léguas umas das outras: Não veremos as possantes locomotivas arrastando vagões comboiados, repletos de passageiros, atravessando por cima e por baixo de pontes colossais, furando montanhas de um a outro lado, subindo ou descendo com a máxima segurança as serras íngremes (1)  e devorando centenares de quilômetros, encurtando as distâncias. Não veremos os aeroplanos atravessarem de um a outro continente, vencendo com a rapidez do pássaro as distâncias siderais, (2) nem estradas lisas ligando longínquos municípios, nem o roncar de automóveis cruzando em todas as direções; também não veremos palácios flutuantes sulcando mares, levando em seus dois ou três andares milhares de mortais que viajam de uma a outra extremidade do mundo, gastando o mínimo de tempo, em virtude da força do vapor
dirigido pelo saber humano, nem veremos nesses gigantes dos mares os aparelhos Marconi recebendo e transmitindo notícias de interesse público e particular; não teremos luz elétrica nem telefone para falarmos de viva voz de uma a outra cidade, nem submarinos, nem telégrafos que são os nervos do mundo ou as artérias metálicas por meio das quais se pode tomar o pulso de toda a humanidade que habita em toda a parte, nos confins da terra, de polo a poIo! (3)

(1) A serra de Santos e outras.
(2) Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
(3) O rádio é descoberta posterior à 1ª edição desta obra.

            Não veremos grupos escolares, escolas normais, de direito, de medicina, de engenharia, de farmácia e do odontologia; não veremos colégios, ginásios e seminários ; não veremos institutos de ciências psicológicas; não veremos laboratórios de análises químicas nem observatórios astronômicos, nem sismógrafos, aparelhos fotográficos, raios X, microscópios; telescópios; não veremos academias de letras, bibliotecas, tipografias, maquinas datilográficas, livros impressos, encadernados ou brochados...

            Tempos em que se viajava de trenó, ou montado em camelos e elefantes!




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