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sábado, 10 de novembro de 2012

31. "O Protestantismo e o Espiritismo" por Benedito A. da Fonseca



31
“O Protestantismo
e o Espiritismo”
                                                                                                                                         
por  Benedito A. da Fonseca
 Livraria Editora da Federação Espírita Brasileira
1941


CAPITULO V

Que estas comunicações são
abomináveis a Deus e proibidas
por Ele, e que, consequentemente,
os espíritos com quem se tem relações,
 não podem ser senão demônios.
(2ª  Afirmação do folheto).



            Há um fato universalmente conhecido, que o protestantismo tem glosado em todos os tons, censurando, comentando e lançando ao ridículo, formulando em torno dele objeções apimentadas contra o clero católico-romano.

            Este fato é o acontecimento de Ruão, em 23 de Maio de 1431: a carbonização de Joana d'Arc, nascida em Domremy, na Lorena, em 1412, apelidada a Donzela de Orleans, condenada e executada por ordem de um bispo católico-romano, com o consentimento do clero (1).

            (1) João Calvino, o fanático reformador protestante, mandou queimar vivo, em Genebra, no dia 26 de Outubro de 1553, ao teólogo-médico Miguel Servet.

            O protestantismo pergunta: "Quando é que a igreja fala a verdade; quando queimou Joana d'Arc por feiticeira e herética, ou quando canonizou-a como Santa?" (1)

            (1) 18 de Abril de 1909.

            A igreja romana queimou o corpo da virgem de Orleans e depois, mais tarde, reconhecendo o crime que havia praticado, apresentou-a como candidata a dois títulos: sujeitou-a a um rigoroso exame, que durou muito tempo, e há pouco passou-lhe um diploma de santa e uma patente de padroeira da França!

            Bela figura fez o clero!

            Realmente, o protestantismo tem razão:

            São fatos históricos que colocam o clero em posição desagradável, destruindo por completo a sua pretensa infalibilidade (2).

            (2) Joana d'Arc, médium de todas as faculdades, cumpriu a missão que Deus lhe havia confiado, conforme nos relata a História; , era já, portanto uma santa antes da igreja queimá-la viva, e não o ficou sendo só depois que lhe benzeram a estátua de barro! Jayme de Seguier. (Dicionário prático ilustrado. W. M. Jackson – Enciclopédia Internacional.

            Agora, neste caso da sessão espírita de Endor, o protestantismo está procedendo da mesma maneira que o romanismo para com a donzela queimada viva em Ruão (3).

            (3) O argueiro no olho do vizinho!... .

            A transcrição que fiz das páginas 10-11 do folheto protestante e que serve de epigrafe ao II Capítulo deste apêndice, está em completo antagonismo com a segunda afirmação do mesmo folheto, cujas palavras servem de título a este capítulo V.

            Diz esta que as comunicações espíritas são abomináveis a Deus e proibidas por Ele e que, consequentemente, não podem ser senão demoníacas.

            Assim são todas as afirmações protestantes. Mas o protestantismo afirma também, no mesmo folheto, que realmente foi Samuel comissionado por Deus mesmo, que deu a Saul a mensagem, por intermédio do aludido médium e acrescenta ainda mais, que não era nenhum enviado de Satanás e sim o próprio Espírito de Samuel que veio executar o desígnio de Deus.

            Agora perguntamos nós: Quando é que o protestantismo fala a verdade?

            São somente os demônios que se comunicam pelos médiuns, ou podem comunicar-se também os santos?

            Quando afirmam e quando negam?

..........................

            Deixemos os protestantes pensando no que hão inventar para harmonizar as suas ideias heterogêneas e passemos a falar ainda do caso de Saul. 


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