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terça-feira, 6 de novembro de 2012

27. "O Protestantismo e o Espiritismo" por Benedito A. da Fonseca



27
“O Protestantismo
e o Espiritismo”
                                                                                                                                         
por  Benedito A. da Fonseca
 Livraria Editora da Federação Espírita Brasileira
1941



 CAPÍTULO II

            O caso de Samuel, o qual apareceu a Saul pela operação aparente da feiticeira de Endor, longe de corroborar as teorias espiritistas as derruba, porque esta aparição foi claramente ordenada por Deus e determinada por Deus mesmo, e não foi o resultado de nenhuma invocação, nem muito menos do poder de Samuel.

            E a prova de que Samuel foi enviado por Deus, temos no fato que deu uma mensagem direta a Saul da parte do Senhor, como se vê no versículo 19 de I Samuel,
XXVIII. Assim, pois, era Samuel comissionado de Deus e de Deus somente, com o expresso mandato de dar a Saul esta mensagem.
                                                                                      (Folheto da Califórnia, páginas 10 e 11).


            Eis aí uma palpável contradição com as afirmações anteriores. Se as comunicações espíritas são exclusivamente de demônios, como, pois; esta de Samuel não o é?

            Efetivamente, foi Samuel que Deus enviou para falar a Saul.

            Se não eram os mortos que se comunicavam e sim demônios, os senhores protestantes estão confusos, porque Samuel era morto e todo o Israel o tinha chorado, estava sepultado em Ramath (I Samuel ou Reis, Capítulo XXV: 1 e XXVIII: 3).

            Até o presente, sempre li escritos de protestantes citando o caso da médium de Endor, mas sempre afirmando ser o diabo que enganou, dizendo-se Samuel, (1) e isto é um flagrante contra senso com o que diz  na tese que encabeça este capítulo.

            O autor do folheto compreendeu que na realidade, foi Samuel que se comunicou por intermédio da pitonisa e foi Deus mesmo que o enviou para dar a Saul a mensagem, porém, que não foi o resultado de nenhuma evocação.

            O autor do folheto não leu o versículo 11?..

            Eis as palavras do texto:

            "A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E ele disse: Faze-me subir a Samuel". Como é que a comunicação não foi o resultado de evocação nenhuma?       

            Houve, pois, a evocação de Samuel e era mesmo Samuel a quem Saul conhecia, com quem tinha tido relações e lhe era, portanto, um Espírito familiar, porque não era um estranho. Era ele um ancião que estava vestido com uma capa, (versículo 14) da mesma forma que Saul sempre o via, pois que era o profeta que Saul sempre consultava nas ocasiões de apertos. (Versículo 17).

            O que me cumpre é frisar este fato: O protestante já não nega mais a comunicação das almas que viveram na Terra, pois que Deus permitiu a comunicação de Samuel mediante a mediunidade da pitonisa de Endor. Por conseguinte, não são exclusivamente os enviados de satanás que se comunicam com os homens deste pleno terreno.



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