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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

21d. "O Protestantismo e o Espiritismo" por Benedito A. da Fonseca


21d
“O Protestantismo
e o Espiritismo”
                                                                                                                                         
por  Benedito A. da Fonseca
 Livraria Editora da Federação Espírita Brasileira
1941



            Deixo de comentar a tal ressurreição da carne, porque todas as pessoas cultas não aceitam essa doutrina; absolutamente não podem acreditar mais, porque é absurda, anticientífica e insubsistente; porque sabem que as substâncias químicas que se desagregam vão formar novos corpos no grande laboratório da natureza.

            A verdadeira doutrina está na 1ª aos Coríntios, XV: 35-44, para quem sinceramente estuda o Espiritismo.

            O versículo 44 concorda em ser o homem constituído de três substâncias:

            1º) A alma ou Espírito, princípio inteligente, no qual reside o senso moral.

            2º) O corpo, invólucro grosseiro, material, de que está temporariamente revestido para realizar certos objetivos providenciais.

            3º) O perispírito, envoltório fluídico, semi material, que é o traço de união entre a alma e o corpo" (1). 

             (1) "O Espiritismo" de Gabriel Delanne, cap. III.

            O perispírito é, pois, o corpo espiritual de que fala o apóstolo Paulo, e no qual se opera a ressurreição. Não é uma ressurreição carnal, mas uma ressurreição em corpo espiritual, conforme a linguagem do apóstolo.  

            O corpo carnal descendo à sepultura, a alma fica no espaço revestida do corpo espiritual e nunca mais irá reunir-se a um cadáver ou a um corpo inexistente, que existiu e foi destruído pela decomposição de suas moléculas.

            A única ressurreição da carne, que existe, é a reencarnação da alma para uma nova existência corporal.

            Ainda que assim alguns não creiam, nem por isso deixa de ser verdade.

            A doutrina do Espiritismo não é religião que se imponha às consciências e não quer ter prosélitos inconscientes, nem precisa que alguém creia nela.

            Não tem pregadores que ganhem ordenado em troca de suas pregações; aqueles que se lhe dedicam dão de graça o que de graça recebem, porque não vivem do Espiritismo.

            Tem profissões que lhes asseguram a manutenção da vida. Somente o charlatanismo explorador é que poderá abusar desse nome para enganar aos idiotas e ignorantes.

            O Espiritismo não teme aos seus contraditores: ele quer ser estudado e meditado. Mau grado aos que o maldizem, ele vai-se tornando conhecido, crido o e professado por milhões de criaturas em todo o mundo, num progredir crescente e incessante, porque é a verdade e nela está, pouco importa que alguém creia ou deixe de crer. EIe marcha de acordo com as ciências, interpreta a Bíblia e desfaz os absurdos dogmáticos. Derrubará a Babilônia dos erros, filhos da ignorância (1).

            (1) De 1923 a 1938, no transcurso de tempo que medeia essas duas datas, muitos pregadores protestantes se fizeram espiritas, muitos padres católico-romanos romperam com suas Igrejas, despiram a indumentária sacerdotal e abraçaram a verdade. No decurso de 16 anos, quantos milhões de espíritas se acrescentaram e quantos milhões de volumes de novos tratados vieram enriquecer a literatura espirita!






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