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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Remendo Novo em Pano velho


Remendo Novo 
em Pano Velho

 9,14  Então, os discípulos de João, dirigindo-se a Ele, perguntaram: - Por que jejuamos nós e os fariseus e os teus discípulos não?

9,15 Jesus respondeu: “ - Podem os amigos do esposo afligir-se enquanto o esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o esposo. Então, eles jejuarão.

9,16 Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho porque arrancaria uma parte da veste e o rasgão ficaria pior.

9,17   Não se coloca, tampouco, vinho novo em odres velhos, do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos e assim, tanto um como outro se conservam.”

         Para Mt (9,16) -Remendo novo em pano velho, tomemos  “Palavras de Vida Eterna”, de Emmanuel por Chico Xavier, com os seguintes comentários:

            “Não conserves lembranças amargas. Viste o sonho desfeito. Escutaste a resposta de fel. Suportaste a deserção dos que mais amas. Fracassaste no empreendimento. Colheste abandono. Padeceste desilusão. Entretanto, recomeçar é bênção na Lei de Deus. A possibilidade da espiga ressurge na sementeira. A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte. Torna o calor da primavera, na primavera seguinte. Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia. De Janeiro a janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho. É como se tudo estivesse a dizer: “Se quiseres, podes recomeçar.
           
            Disse, porém, o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.

            Desse modo, desfaze-te do imprestável. Desvencilha-se do inútil. Esquece os enganos que te assaltaram. Deita fora as aflições improfícuas.

            Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza, lembrando-nos, todavia, de que tudo volta, menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real.”

            Para  Mt (9,14-15) -O Esposo - leiamos a Sayão em “Elucidações Evangélicas”:

            “Jesus se denominava a si mesmo de “esposo”, tomando esse termo às idéias, às tradições e aos costumes hebraicos, pela consideração que era dispensada aos hebreus que se casavam. Sendo o chefe da doutrina de salvação, que tivera a missão de revelar ao mundo; o chefe da família cristã que viera a constituir, Ele era comparado ao mancebo puro, que depõe a coroa nupcial, a fim de assumir o governo do lar que formou para si. Os “filhos do esposo”, os “amigos do esposo” designavam seus discípulos que, vivendo sob sua proteção, não precisavam jejuar, isto é, não necessitavam das privações expiatórias, indispensáveis à reparação de faltas e a se manterem fiéis aos ensinos que recebiam.”

            Sobre essas passagens Luiz Sérgio, por Irene Pacheco Machado, em “Dois mundos tão Meus”, finaliza:

            “Cristo é o esposo; a esposa, a Humanidade; os amigos do esposo, os discípulos. E, ainda, Jesus falou que não se põe remendo de pano novo em vestido velho, nem se deita vinho novo em odres velhos. Por pano novo e vinho novo entende-se Sua doutrina, que não deve ser sobreposta, como remendo, à antiga lei, nem deve ser infusa em almas estragadas como as dos fariseus.” 


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