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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

João Evangelista



João Evangelista

(Manifestação em Agosto de 1915, registrada em ‘Revelação dos Papas’, Edição UES 1936)
         
O espírito, que se apresenta debaixo da forma de um homem moço, usa barba muito curta, tem cabelos castanhos e longos, caídos para traz em cachos, veste túnica branca e traz sobre os ombros uma capa azul e na mão uma cruz.  Circundam o espírito raios prateados e brilhantes, contrastando com focos de luzes verde e azul índigo (azul pavão), produzindo 
belíssimo efeito.

*

                 Venho trazer meu pequeno óbolo de caridade, venho também colaborar na grande obra da reconstrução moral do mundo. Não podia eu que sempre fui servente nas grandes obras, nas grandes construções, deixar de vir também trazer a minha pedra para o grande edifício da paz, da caridade e do amor; e DEUS permite que me comunique com a Terra e me empenhe na obra da grande regeneração da humanidade, repetindo as palavras do meu querido Mestre : “Sede prudentes, para serdes sábios”.
          Quis Jesus dizer nestas palavras que não são sábios os que muito falam, os que mais blasonam sentimentos de fé e caridade; que não são sábios os que gritam e vociferam nas ruas, nas estradas e no interior das sinagogas, porque a sabedoria é cautelosa e prudente; os sábios são os que menos falam, mas os que obram sempre com acerto e segurança. É, pois, na prudência e na cautela que está a grande sabedoria, que existem a virtude e o mérito.
          DEUS vos deu a inteligência e a razão para que elas vos guiem, vos conduzam ao paraíso ─ a inteligência é o farol que ilumina o barco da vida; a razão é a bússola que marca o rumo ao navegante e o leva às plagas queridas e sonhadas pelo timoneiro. Mas, entre uma e outra é preciso que exista a prudência como mediadora, para regular os movimentos e os impulsos dos outros dois predicados que DEUS dá ao homem, como um dote valioso, ao entrar este na vida.
          A inteligência sem a razão ficaria como o cego sem o seu guia, no meio do caminho à beira do abismo. A inteligência impulsiona e ilumina; a razão norteia, regula, orienta, conduz, guia a criatura no mar tempestuoso da vida. A prudência faz meditar, dá a reflexão e o cuidado; avisa o homem, instrui-o sobre os perigos prováveis, as ciladas que os inimigos possam preparar-lhe; dá a calma e a severidade para enfrentar os revezes, suportar as dores e sofrer os baldões da sorte.
          O homem prudente age sempre com vantagem, os seus atos são justos e as suas decisões sábias e seguras. O homem prudente é o mais inteligente e o mais sábio, porque a prudência dá a previsão e a clarividência indispensável a toda a criatura que deseja caminhar
desassombradamente, sem que os espinhos e as urzes da estrada lhe dilacerem as carnes e produzam chagas nos seus pés. Portanto, ser prudente e cauteloso é ser sábio e clarividente, é ter a visão exata das coisas, é poder medi-las antes de as conhecer e possuir — a sabedoria está na prudência, assim como a verdade está na luz.
          O homem prudente produz mais que o imprudente, ganha mais que aquele que não possui tal qualidade; a sua ação é mais benéfica e mais útil que a do incauto e a do precipitado. A prudência é a maior força que DEUS pôs na mão do homem, a maior felicidade que possui a criatura, pois que esta força atua sempre positivamente em todos os sentidos, ao passo que as outras só negativamente operam no mundo.
          A justiça e a ordem não poderiam existir se não existissem a prudência e cautela. Estes dois predicados são os grandes reguladores daquelas duas virtudes.
          A justiça sem a prudência seria o crime, a desordem, a violação, a postergação de direitos, a confiscação dos bens morais. O juiz que não possui a virtude da prudência não merece o título de sábio, as suas decisões não têm o valor de sentença, pelo fato de não se apoiarem na razão, no raciocínio e na reflexão — que só a prudência pode fornecer. A justiça deve, pois, andar sempre de par com a cautela e a prudência; jamais se poderá julgar com acerto sem estes dois elementos, indispensáveis a todo o bom julgador que procure aproximar-se o mais possível da verdade.
          Ser prudente é ser sábio, é ter luz, é ter norte, é estar orientado na vida. Ser prudente é caminhar seguro do percurso que se vai fazer, é conhecer os acidentes do caminho, é estar avisado para não cair nos grandes lameiros que dificultam a marcha na estrada perigosa da vida. Ser prudente é saber de antemão para onde vamos e o que nos aguarda; é ter desde hoje conhecimento do dia de amanhã, é antever o bem e o mal que nos esperam; é poder calcular o caminho percorrido e que nos falta ainda percorrer; é ter certeza do tempo que gastaremos para chegar à meta sonhada.
          Eu vos aconselho que sejais prudentes para serdes sábios, a refletirdes para poderdes chegar ao fim da jornada sem fadigas, nem cansaço. Eu vos concito a vos preparardes para o dia de amanhã, a vos tornardes sábios pela prudência e pela cautela, para que a vossa inteligência não vos iluda, para que não vos falte a luz necessária ao vosso progresso. Eu vos aponto o caminho da prudência como o melhor e o mais seguro para conduzir-vos ao paraíso e à felicidade.
          Sede prudentes para serdes esclarecidos pela luz divina, e cautelosos para que não vos faltem a calma e a reflexão de que tanto careceis para a viagem que vinde fazendo na vida. E ficai certos que só aos prudentes será dado chegar cedo ao termo da jornada, ao fim da peregrinação, à vida eterna e imortal! Ficai sossegados, porque os prudentes serão sempre atendidos; os cautelosos serão em todos os tempos, os mais preferidos por DEUS para as grandes empresas, para as extraordinárias missões do bem, da verdade, do amor e da caridade.
          DEUS vos deu a inteligência e a razão para vos guiarem, vos orientarem, e vos deu a prudência para vos tornar sábios, para vos instruir e vos fazer marchar com firmeza na linha reta do bem, da verdade e da justiça, e assim, poderdes ir até o fim da vossa vida.
          DEUS vos manda hoje ensinamentos, vos envia luzes e bênçãos pela boca dos seus mensageiros, pela palavra piedosa e autoritária dos seus filhos mais diletos. Aproveitei essas lições e esses ensinamentos; tomai-os como norma de conduta na vossa vida terrena.
          Guardai-vos e acautelai-vos. Sede prudentes para que possais tornar-vos sábios e, assim, entrar no conhecimento das grandes verdades que vos estão sendo reveladas pelos espíritos.
          Que DEUS vos dê calma, prudência e sabedoria — são os votos de
                                João  Evangelista      (Agosto de 1915)

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